O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, elogiou as medidas em comunicado. "Felizmente, houve sensibilidade por parte do governo em especial, do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles em não optar pela criação ou aumento de impostos para assegurar o equilíbrio das contas públicas. O bom senso prevaleceu e optou-se por contingenciar recursos do Orçamento, receita de concessão de ativos da União e promover a isonomia na forma de recolhimento de algumas contribuições e impostos. Foi uma medida sensata e responsável, que evita um mal maior."
Já o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, disse que vê as medidas como um aumento de impostos e que prejudica as empresas. "O fim da desoneração da folha de pagamento é um aumento de impostos e isso tem um impacto tão ruim quanto o aumento de alíquota para as empresas", afirmou.
Segundo ele, o aumento prejudicará a competitividade da indústria e a própria recuperação da economia. "Infelizmente o governo não consegue fechar as suas contas e mais uma vez apela para onerar as empresas", disse Pimentel.
O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, também criticou o fim da desoneração da folha de pagamento. Segundo ele, a medida trará um custo adicional de R$ 350 milhões por ano para o setor.
"É uma reoneração que volta mais cara, porque os salários subiram", disse Sanovicz. Ele lembrou que o aumento de custos ocorrerá em um momento em que o setor aéreo enfrenta 19 meses consecutivos de queda na demanda por tráfego aéreo e perdeu 8 milhões de passageiros em 2016.